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LEMBRO-ME

LEMBRO-ME que nesta data de 2002, em Rio Branco, Estado do Acre, foi um momento especial porque pela primeira vez eu frequentava um congá (terreiro). No seu interior o fogo, as explosões e a fumaça tomavam conta do ambiente e me provocavam um certo estado de êxtase, uma sensação de mistério, descoberta e benção pela oportunidade de ali estar documentado os trabalhos de curas praticado pelos membros desta doutrina conhecida por Barquinha. Para mim a bebida Ayahusaca não era totalmente desconhecida, uma vez no Céu do Mapiá  (sul da Amazônia) eu a provará pela primeira vez, durante os 15 dias em que la estive para documentar a doutrina do Santo Daime.

Foi na Barquinha, sob a atmosfera dos hinários, o poder da sagrada bebida e a responsável orientação do “presidente da casa” , Francisco, que vivenciei uma experiência transformadora em minha vida. Não se trata de fazer apologia à bebida, a intenção é revelar uma experiência pessoal da qual jamais esquecerei.

Por ali estive alguns dias fotografando vários rituais praticados pelos membros da Barquinha. Entre algumas imagens produzidas neste dia em particular gosto desta pela sua simplicidade, pelo mistério intrísico, pela par de velas ao fundo e em especial a forma de coração desenhada pela fumaça.

 

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