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     Em uma das minhas andanças pelo litoral do Rio Grande do Norte, constatei o quanto o patrimônio natural e humano brasileiro está deteriorado. Desse modo, boa parte da paisagem litorânea – que sempre foi referência de beleza e encantamento daquele Estado – e dos manguezais está tomada por uma arquitetura descontextualizada, pelo desmatamento, pela erosão e poluição hídrica. Não há dúvida de que esse desolador quadro é consequência de uma ocupação desordenada da nossa “civilização” e da ausência de uma política em prol da biodiversidade.     Por sua vez, o hospitaleiro nordestino de outrora também já não é mais o mesmo. A simpatia e a hospitalidade que modelavam a natureza desse povo estão engessadas, seja pela natural desconfiança face à violência que assola todo o país, seja pela invasão dos turistas selvagens que se julgam espertos com a prática de sempre tirar vantagens pessoais o que, por sinal, parece estar se tornando um padrão da sociedade brasileira.     Tomado por um sentimento de impotência, cheguei à triste conclusão de que  Era uma vez  o nosso litoral!  Era uma vez  o nosso povo!  Era uma vez  a esperança de um Brasil gigante, civilizado e exuberante! Assim, à medida que me aprofundava neste trabalho, conversava com as pessoas e documentava as realidades do sertão e litoral, fui compreendendo que o abandono dos jumentos simbolizava o descarte de uma cultura e valores que não precisariam ser desprezados em nome do desenvolvimento. Esse entendimento me levou também a perceber que  Era uma vez  o jumento, o jegue, o jerico, o burro, o roxinho...  Era uma vez  esse dócil, humilde e serviçal animal, escolhido por Jesus e louvado pelo Padre Vieira, cantado por Luiz Gonzaga e cordelistas, admirado por Victor Hugo, Dom Pedro e Juan Ramón Jiménez.  Era uma vez  o protagonista da fabulosa obra literária  Platero y Yo , merecedora do Prêmio Nobel de Literatura do ano de 1956.  Era uma vez  o animal que durante séculos foi responsável pela construção dos açudes e por tantos outros serviços.      “ Era uma vez.... ” é um registro sobre um personagem que exerceu papel fundamental para o desenvolvimento do nordeste brasileiro, um resgate fotográfico que nos faz recordar a sua importância social, econômica e cultural.  “Era uma vez...”  conta a história de um animal que hoje está condenado ao ostracismo ou ao abate nos frigoríficos da China e do Brasil.     Como ternamente o sacralizou o Rei do Baião, “Quer queira, quer não, o JUMENTO é nosso irmão!”

Em uma das minhas andanças pelo litoral do Rio Grande do Norte, constatei o quanto o patrimônio natural e humano brasileiro está deteriorado. Desse modo, boa parte da paisagem litorânea – que sempre foi referência de beleza e encantamento daquele Estado – e dos manguezais está tomada por uma arquitetura descontextualizada, pelo desmatamento, pela erosão e poluição hídrica. Não há dúvida de que esse desolador quadro é consequência de uma ocupação desordenada da nossa “civilização” e da ausência de uma política em prol da biodiversidade.

Por sua vez, o hospitaleiro nordestino de outrora também já não é mais o mesmo. A simpatia e a hospitalidade que modelavam a natureza desse povo estão engessadas, seja pela natural desconfiança face à violência que assola todo o país, seja pela invasão dos turistas selvagens que se julgam espertos com a prática de sempre tirar vantagens pessoais o que, por sinal, parece estar se tornando um padrão da sociedade brasileira.

Tomado por um sentimento de impotência, cheguei à triste conclusão de que Era uma vez o nosso litoral! Era uma vez o nosso povo! Era uma vez a esperança de um Brasil gigante, civilizado e exuberante! Assim, à medida que me aprofundava neste trabalho, conversava com as pessoas e documentava as realidades do sertão e litoral, fui compreendendo que o abandono dos jumentos simbolizava o descarte de uma cultura e valores que não precisariam ser desprezados em nome do desenvolvimento. Esse entendimento me levou também a perceber que Era uma vez o jumento, o jegue, o jerico, o burro, o roxinho... Era uma vez esse dócil, humilde e serviçal animal, escolhido por Jesus e louvado pelo Padre Vieira, cantado por Luiz Gonzaga e cordelistas, admirado por Victor Hugo, Dom Pedro e Juan Ramón Jiménez. Era uma vez o protagonista da fabulosa obra literária Platero y Yo, merecedora do Prêmio Nobel de Literatura do ano de 1956. Era uma vez o animal que durante séculos foi responsável pela construção dos açudes e por tantos outros serviços.

 “Era uma vez....” é um registro sobre um personagem que exerceu papel fundamental para o desenvolvimento do nordeste brasileiro, um resgate fotográfico que nos faz recordar a sua importância social, econômica e cultural. “Era uma vez...” conta a história de um animal que hoje está condenado ao ostracismo ou ao abate nos frigoríficos da China e do Brasil.

Como ternamente o sacralizou o Rei do Baião, “Quer queira, quer não, o JUMENTO é nosso irmão!”

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