Este ensaio é resultado de todo um processo reflexivo/produtivo. Trata-se de uma releitura/recriação estética de parte do meu acervo analógico produzido durante o final da década de 1990. Entre muitas possibilidades temáticas, elegi um quilombo, no estado da Bahia, no Brasil, como cenário único, e seus moradores como os protagonistas das imagens recriadas para o ensaio. Como técnica, segui o método de aplicar sobre cada imagem, produzida originalmente em negativos preto e branco, um único véu digital, emprestando um novo sentido imagético a cada uma delas e ao seu conjunto final. Inspirado nas conversas de fim de tarde com um antigo vizinho, o poeta Manoel de Barros, e também na essência da sua obra, direcionei o meu olhar fotográfico para as coisas desimportantes da vida – “As coisas que não levam a nada/ tem grande importância [...] Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma/ e que você não pode vender no mercado”. Os versos livres do poeta expõem a verdadeira matéria da poesia ao mesmo tempo em que subvertem a clássica indagação – mais importante  do que descobrir pra que serve a poesia é descobrir o que serve à poesia.

Este ensaio é resultado de todo um processo reflexivo/produtivo. Trata-se de uma releitura/recriação estética de parte do meu acervo analógico produzido durante o final da década de 1990. Entre muitas possibilidades temáticas, elegi um quilombo, no estado da Bahia, no Brasil, como cenário único, e seus moradores como os protagonistas das imagens recriadas para o ensaio.
Como técnica, segui o método de aplicar sobre cada imagem, produzida originalmente em negativos preto e branco, um único véu digital, emprestando um novo sentido imagético a cada uma delas e ao seu conjunto final.
Inspirado nas conversas de fim de tarde com um antigo vizinho, o poeta Manoel de Barros, e também na essência da sua obra, direcionei o meu olhar fotográfico para as coisas desimportantes da vida – “As coisas que não levam a nada/ tem grande importância [...] Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma/ e que você não pode vender no mercado”. Os versos livres do poeta expõem a verdadeira matéria da poesia ao mesmo tempo em que subvertem a clássica indagação – mais importante  do que descobrir pra que serve a poesia é descobrir o que serve à poesia.

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